
O colunista de xadrez do jornal The Columbus Dispatch (Estados Unidos), Shelby Lyman escreveu ontem um artigo sob o título : "Formação por si só não pode superar o gênio". Ele começa lembrando Emanuel Lasker, que reinou como campeão do mundo por quase 27 anos, e questiona o que ele considera "impressionante declaração", do campeão Lasker, que é a seguinte:
"Pegue qualquer garoto, qualquer garoto bastante inteligente e bastante saudável e você pode fazer dele um prodígio do xadrez ou qualquer outro tipo de prodígio".
Em anos mais recentes - continua o colunista - um ponto de vista semelhante foi exposto pelo pedagogo húngaro Laszlo Polgar: "Deixe as crianças seguirem seus interesses naturais e as suas possibilidades são ilimitadas", disse Polgar. Em seguida, Lyman cita as três irmãs Polgar e observa: "Minha opinião é que Lasker e Polgar descrevem um elemento essencial de realização, mas não compreendem o papel, por vezes crítico de ADN (DNA) ou de gênio".
"Eu posso pensar em várias crianças que tenho observado. que, imediatamente, se erguia entre seus pares. Sua compreensão inata do jogo foi surpreendente", diz o colunista e conclui:
"A precocidade inimitável de Paul Morphy, Capablanca, Samuel Reshevsky (foto), entre outros, nos lembra que o gênio - embora raro - é um fenômeno real".
A grosso modo, para um entendimento mais fácil do que está dito acima, gênio não se produz em laboratório - como pensam Lasker e Polgar - mas nasce com esse dom. O que você acha, caro leitor?







