sábado, 28 de fevereiro de 2015

VI Memorial Bobby Fischer - Faltam 13 dias

(FALTAM 13 DIAS PARA O ABERTO DO BRASIL
VI TORNEIO MEMORIAL BOBBY FISCHER)

Bobby Fischer: Uma vida em 30 dias
(Extratos do Vol. 4 do livro 'Meus Grandes Predecessores'' de Garry Kasparov - Ed. Solis)


No outono [1962], na Olimpíada de Varna, Fischer novamente estava fora de forma. Ao final ele marcou somente 50% dos pontos, perdendo para Ciocaltea, Donner e Glicoric. Adicionalmente fez dois empates rápidos, e em resposta a um comentário de um árbitro, de que não era permitido empatar antes do 30º lance, ele cunhou a sua famosa frase: “Eu sei melhor do que a FIDE o que é uma posição empatada e o que não é!”  No final os norte-americanos até perderam a medalha de bronze e o próprio Bobby ficou somente em quinto lugar no primeiro tabuleiro.
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O ponto alto da Olimpíada foi, sem dúvida, a partida Botvinnik-Fischer [foto], que foi descrita em detalhes no volume 2, partida 77 [da mesma coleção de Kasparov, Meus Grandes Predecessores].

[Na sequência, a obra mostra um trecho de um escrito de Fischer:]  "(...) Eu podia ter castigado Botvinnik, mas caí na cilada mais primitiva. Por toda a partida ele ficou com aquele ar de morto. Ele suspirava, ficava vermelho, tossia, e parecia que logo-logo chamaria a maca. Mas foi só eu cair na sua armadilha e ele voltou a ser o mesmo Botvinnik de sempre. Ele estufou o peito, confiantemente se levantou da cadeira, como se fosse um gigante, etc.”


Kasparov: E dizem que Bobby não tinha senso de humor! Entretanto o próprio Bobby não estava sorrindo. A partida com Botvinnik acabou com todas as suas esperanças de se tornar um “Campeão Mundial sem coroa” e seriamente feriu seu orgulho. E nisso o bando de culpados novamente eram os Grandes Mestres Soviéticos, que tinham analisado a posição adiada a noite toda com Botvinnik, e o ajudado a conseguir o empate: Geller, Keres, Tal, Spassky, Boleslavsky e Furman!

Foi provavelmente após essa partida que Fischer se convenceu firmemente de que os “russos” tinham decidido a qualquer preço não lhe permitir chegar a Campeão Mundial. Quando o conhecido jornalista norte-americano Eliot Hearst sugeriu que o fracasso em Curaçao tinha sido resultado não do “pacto”, mas de sua má forma, Bobby resmungou: “O quê? Você é um comunista?”

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

VI Memorial Bobby Fischer - Faltam 14 dias

(FALTAM 14 DIAS PARA O ABERTO DO BRASIL
VI TORNEIO MEMORIAL BOBBY FISCHER)

Bobby Fischer: Uma vida em 30 dias
(Extratos do Vol. 4 do livro 'Meus Grandes Predecessores'' de Garry Kasparov - Ed. Solis)

Após vencer o Interzonal de 1962, Fischer se empolga para o Torneio de Candidatos, em Curaçao, mas é contido pelo “pacto russo”! Kasparov comenta:

Para Bobby o futuro parecia extremamente colorido. Ele não tinha dúvidas nem de seu sucesso em Curaçao, nem de sua vitória sobre Botvinnik [atual campeão mundial de então].
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Definitivamente, achando-se o “escolhido por Deus”, Fischer, a julgar pelos fatos, perdeu a habilidade de fazer uma avaliação crítica de si mesmo e de seu jogo. Mas como não perdê-la quando todos a seu redor – comentaristas, jornalistas e mesmo jogadores – tinham efusivamente criado um “culto” a Fischer.

“Infelizmente, entretanto, (escreve Edmar Mednis, que estudou suas partidas), Bobby levou a sério esse papo de culto e começou a acreditar nele. Seu pensamento pode ser exemplificado pelo tipo de declaração ‘Posso jogar qualquer coisa – eles sucumbem da mesma forma!’ As consequências disso foram desastrosas no Torneio de Candidatos de Curaçao, maio-junho de 1962 e quase trágicas para o seu futuro no xadrez.”
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Assim foi a contagem final: 1. Petrosian – 17(1/2) pontos em 27; 2-3. Geller e Keres – 17; 4. Fischer – 14; 5. Kortchnoi – 13(1/2) etc. Quem poderia esperar isso após Estocolmo?

Esse fracasso teve um efeito enorme em Fischer. Evidentemente ele tinha que encontrar alguma explicação, alguma justificativa para o ocorrido... E novamente se manifestou um traço de seu caráter: ao invés de procurar as causas de seu fracasso em seu próprio jogo, Bobby procurou outros a quem culpar. E os encontrou!

Em um artigo com o título pitoresco “Os Russos Imobilizaram o Mundo do Xadrez”, publicado na revista Sports Illustrated, ele acusou diretamente Petrosian, Keres e Geller de fazerem um pacto. Eles teriam supostamente combinado de antemão em empatarem entre si, o que lhes daria um descanso, enquanto ele teve que jogar cada partida com intensidade plena. 

Realmente as suspeitas eram embasadas: todas as doze partidas entre o trio de líderes terminaram em empates insípidos. É claro que o lado soviético negou tudo, e mesmo no Ocidente nem todos compartilhavam do ponto de vista de Fischer.

Kasparov se posiciona: Eu não quero interpretar o papel do árbitro, especialmente porque após mais de quarenta anos muito foi discutido em torno do “pacto russo”. Eu acho que Fischer simplesmente não levou em conta o “espírito de equipe” dos jogadores soviéticos. Por que lutar, quando você pode fazer um acordo? (...) É duro condenar Petrosian, Geller e Keres por esses empates: era uma tradição soviética e, tendo em mente o calor tropical, era extremamente difícil finalizar a distância de 28 rodadas sem um descanso.
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No final dos anos 1990 a versão de Fischer subitamente recebeu apoio de um lugar de onde Bobby jamais esperava – do antigo treinador de Petrosian. (...) [Declaração do GM Suetin:] “Antes do início do torneio o trio vitorioso concluiu um ‘pacto de não agressão’ um com os outros”.
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Envergonhado com o final da batalha em Curaçao, Fischer sonoramente “bateu a porta”, anunciando que não mais tomaria parte em competições assim novamente. E o que aconteceu? A partir do próximo ciclo do Campeonato Mundial, o Torneio dos Candidatos foi substituído pelos Matches!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Enquete CXOL - Quem vencerá o Bobby Fischer?



Está disponível no Clube de Xadrez Online, CXOL, melhor site de xadrez do Brasil, uma enquete sobre quem vencerá o Aberto do Brasil - VI Memorial Bobby Fischer! que será realizado entre os dias 13 e 15 de março, em João Pessoa. Alguns dos mais expressivos nomes do nosso xadrez, que estarão no torneio, foram selecionados para compor a pesquisa. Confira na imagem ao lado! Entre no site do CXOL (link) e escolha seu favorito! Agradecemos ao seu editor-chefe, Prof. Gerson Peres, pela gentil iniciativa, que promove sobremaneira o evento paraibano!

VI Memorial Bobby Fischer - Faltam 15 dias

(FALTAM 15 DIAS PARA O ABERTO DO BRASIL
VI TORNEIO MEMORIAL BOBBY FISCHER)

Bobby Fischer: Uma vida em 30 dias
(Extratos do Vol. 4 do livro 'Meus Grandes Predecessores'' de Garry Kasparov - Ed. Solis)

Fischer, 19 anos, vence Interzonal de Estocolmo (1962) e se classifica para o Torneio de Candidatos.

[MGP – V.4] - Um novo ciclo do Campeonato Mundial tinha começado, e no Torneio Interzonal de Estocolmo (janeiro-março 1962) Fischer demonstrou brilhantemente o muito que havia desenvolvido desde seu debút em Portoroz. Precisamente no dia de seu 19º aniversário Bobby se deu um presente maravilhoso: 1. Fischer – 17(1/2) pontos em 22; 2-3. Geller e Petrosian – 15; 4-5. Kortchnoi e Filip – 14; 6-8. Benko, Glicoric e Stein – 13(1/2) etc. Essa vitória provocou um verdadeiro furor no mundo. “Bobby Fischer”, publicou um dos jornais, “é o primeiro jogador a quebrar o círculo mágico dos Grandes Mestres russos ao vencer o maior torneio desde o final da Guerra.”

Para intensificar sua preparação para o torneio, pela primeira vez Bobby até mesmo desistiu de participar no Campeonato dos EUA. E os seus três meses de trabalho não foram em vão. “O próprio fato de que, pela primeira vez durante a realização dos Torneios Interzonal e de Candidatos, o primeiro lugar não tenha sido conquistado por um jogador soviético, diz muita coisa” [grifo do RC], escreveu o chefe da delegação soviética, Lev Abramov. “O sucesso de Fischer em Estocolmo causou uma grande impressão. Seja pela porcentagem de pontos marcados (80%), a liderança sobre os rivais mais próximos (2(1/2) pontos!), a ausência de derrotas e a facilidade invejável de seu jogo.”

Na 4ª rodada Fischer derrotou Portisch de forma lapidar, mostrando técnica invejável em um final de torres. Nas palavras de Kotov, ele surpreendeu até mesmo os experientes “lobos de torneios” com a sua maestria: “Quando um jogador jovem ataca bem, faz combinações – isso é compreensível, mas técnica impecável de final aos 19 anos – isso é um fenômeno raro (...).”


Prossegue Kasparov: Além disso, Bobby tinha uma tenacidade incomum, podia jogar por 50 lances, por 100 – quantos forem necessários para vencer (ele torturou o canadense Yanofsky por 112 lances). Nunca esmorecia – para ele literalmente toda partida era importante! Esse traço, que em 1962 parecia ser a maximização da juventude, se provou decisivo nos matches de 1971-1972.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ativo de Domingo valerá Rating RPD!


VI Memorial Bobby Fischer - Faltam 16 dias

(FALTAM 16 DIAS PARA O ABERTO DO BRASIL
VI TORNEIO MEMORIAL BOBBY FISCHER)

Bobby Fischer: Uma vida em 30 dias
(Extratos do Vol. 4 do livro 'Meus Grandes Predecessores'' de Garry Kasparov - Ed. Solis)

O forte torneio realizado em setembro [1961] em Bled [na antiga Iuguslávia] – na época foi até denominado o “torneio do século” – mostrou que, apesar das perdas moral e financeira do escândalo do match com Reshevsky, no aspecto técnico Fischer desenvolveu-se tremendamente e tornou-se mais calejado. A experiência de sua batalha com o veterano do mundo do xadrez [Reshevsky] não tinha preço, e isso foi sentido em Bled, e depois no torneio Interzonal em Estocolmo, pelos ilustres Grandes Mestres soviéticos.
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No início do torneio de Bled, Fischer e Glicoric empataram, mas criaram uma verdadeira obra-prima. “ A harmonia de movimento nessa partida, onde cada lance lembra um pas de deux de um balé, a transforma em um espetáculo estético estupendo.” (Evans) [link para o Chessgames]
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No dia seguinte o americano derrotou o jovem ex-Campeão Mundial [Tal]. Essa partida é unilateral, é claro, mas é significativa por ser a primeira vitória de Fischer sobre Mikhail Tal após marcar 0-4 nas partidas anteriores. (...) “Finalmente ele não me escapou”, exclamou o feliz Bobby após a partida.
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Apesar do esplêndido jogo de Fischer, seu total de pontos foi mais modesto do que se poderia esperar. Ele foi o único jogador a não sofrer uma única derrota, mas o número de empates – onze! – provavelmente surpreendeu até a ele próprio: 1. Tal – 14(1/2) pontos em 19; 2. Fischer – 13(1/2); 3-5. Glicoric, Keres e Petrosian – 12 (1/2); 6-7. Geller e Trifunovic – 10(1/2) etc.

“Mas basta do enxadrista Fischer”, podemos dizer, seguindo Petrosian. “O jovem campeão norte-americano adquiriu uma nova paixão: cantar. Nas noites no cassino, acompanhado por uma banda de jazz, Fischer cantava algumas canções populares modernas. O Grande Mestre tinha um alto conceito de sua voz, com o qual, entretanto, poucos dos ouvintes concordavam. Ele realmente era muito melhor jogando xadrez...”

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

VI Memorial Bobby Fischer - Faltam 17 dias

(FALTAM 17 DIAS PARA O ABERTO DO BRASIL
VI TORNEIO MEMORIAL BOBBY FISCHER)

Bobby Fischer: Uma vida em 30 dias
(Extratos do Vol. 4 do livro 'Meus Grandes Predecessores'' de Garry Kasparov - Ed. Solis)

A obra prossegue e relata a contagem empatada em 5(1/2) x 5(1/2), no match Fischer x Reshevsky, após a 11ª partida. Nesse ponto, Kasparov faz um longo relato dos problemas que surgiram no match, motivados pelo adiamento da 12ª partida para um domingo de manhã, por motivos religiosos de Reshevsky, judeu ortodoxo, e para acomodar um desejo pessoal da Sra. Piatigorsky. Por não concordar com isso, Fischer acabou não comparecendo para a partida e a Reshevsky foi dada a vitória, o que motivou o abandono do evento por Fischer.

Kasparov lembra que após o match houve muita agitação na imprensa americana e prossegue: Todos acusavam Fischer, os rádios e jornais não economizavam em suas manchetes, condenando o ‘moleque mimado’ que havia desgraçado o título de campeão dos EUA com o seu comportamento. A USCF [Federação Americana de Xadrez] também tomou o lado de Reshevsky. Não causa surpresa que Bobby tenha se sentido enganado, abandonado, em um canto por todos...

Mas todos não levantaram os braços contra ele [Fischer] por nada, certamente teriam um motivo?! E Fischer o encontrou. Todos eram judeus: Rechevsky, os Piatigorsky, os líderes  da Federação, jornalistas, árbitros...E por isso se apoiavam uns aos outros!
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Para um jovem do Brooklin pouco estudado [18 anos], extremamente egocêntrico, era compreensível tal visão ‘simplificada’ do mundo. O Grande Mestre O’Kelly comentou com muita perspicácia: “O comportamento de Fischer lembra o de um selvagem: todas as coisas que acontecem ao seu redor são percebidas como uma ameaça”.

Segue Kasparov: Ao ficar mais velho, Bobby poderia ter se livrado de seus complexos, mas não teve sorte: além de todos seus desgostos na terra natal, o “rolo compressor” soviético também passou sobre ele, e isso, falando, genericamente, quebrou a identidade de Fischer. Ele cresceu como uma árvore anã, na atmosfera sufocante que enchia o mundo do xadrez desde que a União Soviética entrou na FIDE, com a dominação completa dos jogadores soviéticos e, daí em diante, da máquina política e esportiva soviética.
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E eu acho que a mania anti-semita de Fischer, a qual cresceu com os anos, está amplamente associada com a dominação dos jogadores “judeus-soviéticos”. Parecia-lhe que eles se uniam contra ele com o objetivo de evitar que ele se tornasse o Campeão Mundial. Eu lembro Reshevsky contando-me como, durante o Torneio Interzonal de Mallorca [1970], com olhos em chamas Fischer informou-o de que estava lendo um “livro muito interessante”. “Qual é?” perguntou Sammy [Rechevsky] inocentemente. “Mein Kampf! respondeu Bobby...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

VI Bobby Fischer - Crescem hospedagens no Littoral!


Vem crescendo consideravelmente o número de reservas no Hotel Littoral, para o Aberto do Brasil - VI Memorial Bobby Fischer, nos dias 13, 14 e 15 de março. Além da comodidade de se permanecer no próprio local do torneio, o enxadrista que se hospedar no Littoral contará com as tarifas promocionais para o evento e desfrutará das suas excelentes instalações, à beira-mar da bela praia do Cabo Branco. E tem mais! Os enxadristas hóspedes do Hotel sede do Memorial vão concorrer ainda a sorteios de 3 prêmios de 100 reais, que podem ser cumulativos!

Lembramos que as reservas devem ser feitas exclusivamente com a Gerente de Eventos, Rita de Fátima, preferencialmente pelo e-mail eventos@hotellittoral.com.br, (observem que existem dois "L" e dois "T" juntos nesse endereço!),  devendo o interessado avisar que irá participar do torneio de xadrez e informar nomes dos hóspedes, tipo de quarto (SGL,DBL ou TPL) e datas de entrada e saída do Hotel.


Quaisquer outras formas de contato com o Hotel correm o risco de ver frustrado o pedido de reserva, pois um atendente diverso pode não observar o bloqueio de apartamentos próprio, que foi negociado para o VI Memorial Bobby Fischer.

As diárias promocionais estão informadas no Regulamento e são as seguintes:

Apto. SGL /STD = R$ 161,00 (Diária)
Apto. DBL /STD = R$ 192,00 (Diária)
Apto. TPL /STD = R$ 249,00 (Diária)

O Regulamento com informações completas sobre o torneio está disponível em link no topo da coluna ao lado.

VI Memorial Bobby Fischer - Faltam 18 dias

(FALTAM 18 DIAS PARA O ABERTO DO BRASIL
VI TORNEIO MEMORIAL BOBBY FISCHER)

Bobby Fischer: Uma vida em 30 dias
(Extratos do Vol. 4 do livro 'Meus Grandes Predecessores'' de Garry Kasparov - Ed. Solis)

Em outubro [1960], Bobby aos 17 anos chegou para a Olimpíada em Leipzig, liderando a equipe norte-americana pela primeira vez em sua vida. (...) Apesar da ausência de seu líder de longa data, Reshevsky (ele não queria jogar abaixo de Fischer), os americanos conquistaram a medalha de prata pela primeira vez no período pós-guerra! A contribuição do novo líder foi significativa: +10-2=6, e ainda por cima o melhor resultado no 1º tabuleiro na fase final.
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Em janeiro de 1961 Fischer como de costume venceu o campeonato dos EUA. O resultado também foi tradicional: 9 pontos em 11 (+7=4) – exatamente o mesmo do ano anterior. Mas, para a surpresa de muitos, o legendário Reshevsky terminou fora dos vencedores de prêmios pela primeira vez.

Atormentado por tal fiasco, Reshevsky decidiu mostrar ‘quem era o chefe’, e declarou publicamente “De todo jeito, Fischer não me mostrou nada. Em um match ele nunca me derrotará”. Fischer aceitou o desafio, e em junho a American Chess Federation anunciou o match vindouro. Seriam 16 partidas (...). O prêmio em dinheiro estava no nível dos matches pelo Campeonato Mundial na época: 6.000 dólares. Isso não foi surpreendente: a promotora e principal responsável pelo match, Jacqueline Piatigorsky vinha da família Rothschild!

No seu livro, Kasparov analisa com detalhes algumas partidas desse match, tendo uma delas recebida o seguinte destaque do russo: Provavelmente a partida mais fascinante e dramática do match foi a 5ª (...). Não foi por acaso que Fischer a incluiu no livro das suas partidas mais memoráveis e mesmo muitos anos depois ele despertou a atenção de renomados mestres de análises como Robert Hübner e Mark Dvoretsky.

Tal partida é ricamente comentada por Kasparov no seu livro. Pela internet, o leitor curioso pode reproduzir os lances desse encontro no site do Chessgames (link). Amanhã veremos o surpreendente desfecho desse match entre Fischer e Reshevsky.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Jefferson vence Circuito de Xadrez de Guarabira

JEFFERSON PEREIRA, PREMIADO POR MARCOS ROBERTO

Ocorreu hoje, com a participação de 21 jogadores, o último torneio do I Circuito de Xadrez de Guarabira, cujo vencedor foi o enxadrista pessoense Jefferson Pereira. Na sequência, tivemos Adiran Batista (2º), Emanoel Tavares (3º) e Marcos Roberto (4º). A melhor feminino foi Flaviany Henrique e o melhor estudantil foi Samuel Soares. O campeão geral do Circuito, que foi composto de 4 torneios, também foi Jefferson Pereira, que aparece na foto recebendo o troféu e um tabuleiro de madeira, produzido pelo enxadrista local, Ricardo Lucena.

FLAVIANY HENRIQUE - MELHOR FEMININO

SAMUEL SOARES - MELHOR ESTUDANTIL



VI Memorial Bobby Fischer - Faltam 19 dias

(FALTAM 19 DIAS PARA O ABERTO DO BRASIL
VI TORNEIO MEMORIAL BOBBY FISCHER)

Bobby Fischer: Uma vida em 30 dias
(Extratos do Vol. 4 do livro 'Meus Grandes Predecessores'' de Garry Kasparov - Ed. Solis)

[MGP - V4]: Fischer entrou no Ano Novo, 1960, já como tricampeão dos EUA. Na época esses eram os únicos torneios dos quais ele tomava parte com regularidade. O resultado, como anteriormente, foi excelente: 1. Fischer – 9 em 11 (+7=4); 2. R. Byrne – 8; 3. Reshevsky – 7(1/2); 4. Benko – 7; etc. Após seu aprendizado colossal no torneio de Candidatos, o jovem jogador amadureceu tremendamente. Ele também mudou sua aparência. No lugar do suéter e jeans, que Bobby exibiu na Iugoslávia, vieram os ternos feitos por alfaiates. Foi nesse Campeonato dos EUA que ele pela primeira vez apareceu em um terno, camisa branca e gravata, o que causou verdadeira sensação.

Naquela época teve início a segunda onda de Fischer, muito mais poderosa do que a primeira. Na realidade, ela pode até mesmo ser chamada sua primeira onda real, pois em 1959, é claro, ele ainda não estava pronto para se tornar o “Número 1”.

O Torneio de Mar del Plata (março-abril) foi memorável para Bobby, não somente pela sua primeira vitória em um torneio internacional, mas também pelo seu encontro com Boris Spassky. Após perder para ele na segunda rodada com as pretas em um Gambito do Rei, ele então empreendeu uma marcha furiosa – 12(1/2) pontos em 13! [grifo do RC] – e assim alcançou seu “torturador”: 1-2. Spassky e Fischer – 13(1/2) pontos em 15; 3. Bronstein – 11(1/2); 4. Olafsson – 10(1/2)  etc.

No grandioso torneio de verão de Buenos Aires, Bobby também chegou com a intenção de vencer. Taimanov: “Logo na primeira conferência de imprensa ele declarou, sem papas na língua: ‘Nesse torneio sou o mais jovem, mas também o mais forte! Eu quero conquistar o primeiro lugar’. Eu me lembro como Reshevsky, que tinha muito ciúme do sucesso de seu jovem compatriota, prontamente disse com malícia: ‘Ficarei feliz em terminar em décimo nono lugar se Fischer for o vigésimo!’”

Acredite ou não, mas o desejo de Reshevsky com relação a Fischer quase se tornou realidade: Fischer dividiu os 13º-16º lugares, marcando somente 8(1/2) pontos em 19 (+3-5=11)! Esse foi o maior fracasso em toda a carreira do décimo primeiro Campeão Mundial [grifo do RC]. (...) Enquanto isso, nesse torneio o veterano norte-americano conquistou um de seus maiores sucessos, dividindo o primeiro lugar com Kortchnoi e terminando 4(1/2) pontos à frente de Bobby! Na sequência, para explicar seus “lances suicidas”, Fischer reclamou da fraca iluminação do salão. É possível não estivesse sendo hipócrita, pois mais tarde suas reclamações sobre a iluminação se tornaram lendárias...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Tem Ativo em Guarabira, neste domingo!


Acontece neste domingo, dia 22/02, a partir das 10 horas, o último torneio do 1º Circuito de Xadrez de Guarabira. Para mais informações, confiram os dados do evento, bem como os telefones de contato da organização, no folder acima.