segunda-feira, 29 de maio de 2017

Anchieta ganha Najdorf!

O médico Anchieta Antas Filho ganhou o Torneio Ativo Miguel Najdorf, realizado no último sábado no Clube de Xadrez Miramar, sob a direção do MF Francisco Cavalcanti, somando 6 pontos em 6 possíveis Em segundo lugar, com 4 pontos. Alexandre César e em terceiro, também com 4 pontos, José Loureiro. No total foram 12 participantes, Além dos citados, a presença de Petrov Baltar, Luciano Galindo, José Mario, Felipe Guedes, Genildo Gomes, Francisco Arivânio, Rogério Targino, Ubirajara Barros e Mirra Mariana. A arbitragem esteve a cargo de Fabiano Andrade.


domingo, 28 de maio de 2017

Bobby Fischer sem censura

Por David & Alessandra De Lúcia
New In Chess

"Quando Bobby Fischer morreu em 17 de janeiro de 2008, decidi escrever um livro sobre ele, similar aos meus livros anteriores na minha biblioteca de xadrez, que abrangeria apenas itens de Fischer da minha coleção. Mas a minha coleção de xadrez evoluiu de muitas maneiras ao longo dos últimos 25 anos. Sempre tive grande interesse  em certos jogadores como Morphy, Lasker, Capablanca, Alekhine e Fischer.

Há aproximadamente 100 partidas de torneio jogadas e analisadas por ele, incluindo o "jogo do século" contra Donald Byrne. Também quatro encontros de suas simultâneas pelos Estados Unidos em 1964 e que não estavam registrados. A coleção inclui o manuscrito de trabalho do seu famoso livro My 60 Memorable Games, com extensa correção feitas por ele.

A coleção também possui três dos seus passaportes, seu cartão de segurança social, cartão de seguro e seu cartão Young Men`s Christian Association. O acordeão da infância de Bobby, a harmônica, o radio transistor de bolso, 15 quebra-cabeças. Há três dos seus jogos de xadrez, sete conjuntos de xadrez de bolso, relógio de xadrez, o seu relógio de xadrez patenteado dos quais apenas três existem.

Bobby criou várias bibliotecas durante sua vida, uma que vendeu ao negociante de livro de antiquarium Walter Goldwater em 1970. Outra foi vendida quando a Bekins Storage Company vendeu suas posses em 1998. Outra quando residia na Hungria e presumo que existisse outra na época de sua morte na Islândia.

Minha coleção tem cerca de 800 livros que pertenciam a Bobby em vários momentos de sua vida, alguns assinados e, com poucas exceções, todos carimbados Bobby Fischer na página 39 (o mês e dia que Bobby nasceu) ou página 43 (o ano que ele nasceu).
A maior parte da literatura de Fischer não era ficção...

 Gostaria de agradecer a minha filha Alessandra por me ajudar com muitas das fotos. Foi divertido tê-la com minha parceira. Espero que gostem do livro".

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Tem torneio amanhã!


A partir das 14h30, no Clube de Xadrez Miramar, sob a direção do MF Francisco Cavalcanti, será realizado o Torneio Ativo Miguel Najdorf (foto), com 15 minutos nocaute, em 6 rodadas. O vencedor receberá troféu e os dois seguintes, formando o podium, receberão medalhas. Sócios pagam 20 reais e não sócios 30 reais. Lembramos que na primeira rodada, todos devem jogar a Variante Najdorf da Defesa Siciliana! Os tabuleiros serão armados já com esses primeiros lances.

A arma secreta de Fischer!

Por FERNANDO MELO

Fischer acaba de tomar o peão de h6 com seu cavalo (veja a posição no diagrama),
 e fica esperando a resposta do adversário assim como vemos na foto, tomando água,,bem relaxado.


O II Torneio Cidade de Buenos Aires foi realizado entre os dias 19 de julho a 15 de agosto de 1970, contando com 18 participantes de vários países. Esse evento teve algumas dificuldades preliminares e algumas tinham a ver com Bobby Fischer, que sem dúvida era o jogador mais procurado para torneios naquela época. Os entendimentos com os dirigentes e Fischer demoraram, além de outros preparativos. O fato é quando o torneio começou Fischer não estava lá. Só chegou horas antes da terceira rodada. O resultado foi uma série de mudanças na programação. e um extensão do torneio por vários dias. Mas com boa vontade de todos, tudo estava de aluma forma resolvido.


Quando Fischer começou a jogar ficou claro que ele ia dominar o torneio. Ganhar os seus dois primeiros jogos já o colocou em primeiro lugar, já que nenhum outro jogador tinha feito tão bem. Na verdade Fischer teve uma fantástica sequência de seis vitórias antes de surgir um empate com o veterano Najdorf. Então veio mais cinco vitórias seguidas e a pontuação de Bobby Fischer após 12 rodadas era de 11,5 - 0,5!  Assim era Fischer no início da década de 70, totalmente imbatível.

Mas vamos ao que me proponho apresentar no artigo de hoje, ou seja, a arma secreta que ele usava para tantas vitórias. Fischer sabia usar o tempo como poucos. Não me refiro ao tempo do relógio, mas das jogadas no desenvolvimento das partidas. No inicio do meio jogo, após os lances da abertura, seja ela qual fosse, lá estava ele com dois, três tempos na frente do adversário. 

Foi assim nesse torneio de Buenos Aires, diante do romeno Florin Gheorghiu, na terceira rodada. Vejamos a partida, lance a lance, e sentirmos como ele vai conquistando espaço no tabuleiro.

Fischer - Gheorghiu
Abertura Petrov (C42)
1.e4 e5 2.Cf3 Cf6 3.Ce5 d6 4.Cf3 Ce4 5.d4 Be7 6.Bd3 Cf6 7.h3 0-0 8.0-0 Te8 9.c4! ("Este é o movimento chave que inicia o sofrimento das negras. Pouco a pouco, todas as portas são fechadas para Gheorghiu, ficando sob uma resistência passiva entre sua própria parede de peões.") Cc6 10.Cc3 h6 11.Te1 Bf8 12.Te8 De8 13.Bf4 Bd7 14.Dd2 Dc8 15.d5 Cb4 16.Ce4 Ce4 17.Be4 Ca6 18.Cd4 Cc5 19.Bc2 a5 20.Te1 Dd7 21.Te3 b6 22.Tg3 Rh8 23.Cf3 De7 24.Dd4 Df6 25.Df6 gf 26.Cd4 Te8 27.Te3 Tb8 28.b3 b5 29.cb Bb5 30.Cf5 Bd7 31.Ch6 Tb4 32.Tg3 Bh6 33.Bh6 Ce4 34.Bg7+ Re7  35.f3 (1-0) Para Gligoric, Fischer sabia agir como poucos o uso dos tempos, sendo isso sua arma secreta. Essa partida é um bom exemplo para o leitor aprender.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Bobby e Judit!

Por FERNANDO MELO

Família Polgar: Susan e Judit (em pé) Sofia sentada, a
 mãe Klara com o bebezinho de Judit e o pai Laszlo.
Quando Judit Polgar nasceu, no ano de 1976, Bobby Fischer já tinha abandonado os tabuleiros oficiais quatro anos atrás. Ela na Hungria, ele nos Estados Unidos. Quis o xadrez que mais tarde os dois se encontrassem, quando Fischer foi morar na Hungria., na década de 90. 

Analisando friamente. baseado em pesquisa e estatística, Judit Polgar é a melhor jogadora de todos os tempos. E vou mais longe, porque acredito: Judit fez Fischer mudar a opinião que ele tinha sobre as mulheres enxadristas. Para ele, a mulher era inferior ao ponto de ele dar um cavalo de vantagem e ganhar!.Judit mostrou que as mulheres sabem jogar como os homens. Vejam o que hoje faz a nossa querida chinesinha Hou Yifan!

Judit e Fischer
Fico feliz quando falo de Fischer e de Judit. Eles estudaram e analisaram muitas partidas juntos. Fischer frequentava a casa da família Polgar e imagino o quanto ele ensinou às três irmãs! Não quero me aprofundar nesse assunto, pois prefiro falar sobre Fischer até 1972. A presença dele com os Polgar foi na década de 90. Mas é impossível falar da força de Judit como enxadrista, sem lembrar Bobby Fischer. Hoje ela tem 40 anos e está afastada das competições, mas a coroa continua sendo dela para sempre!. 

Fischer com parte da família Polgar

domingo, 21 de maio de 2017

Rocando com Bobby Fischer!

Por FERNANDO MELO
Petrosian x Fischer - Portoroz 1958

Rocar é preciso! Elementar, meu caro Watson!* Verdade, mas tem jogador que aqui acolá teima em não rocar e as vezes termina se dando mal. Prometi a um amigo que ia fazer um levantamento das partidas de Bobby Fischer e constatar quantas vezes ele roca durante um torneio. Vamos hoje apresentar o primeiro resultado.



Torneio Interzonal de Portoroz, 1958.


Foram 21 jogadores. Fischer terminou em 5º lugar, com 12 pontos. O campeão foi Miguel Tal, com 13,5 pontos. Mas vamos ao que interessa no momento. Fischer jogou 20 vezes, rocou dezoito, sendo 17 roques e um grande roque. Ele não rocou, por coincidência, nas duas últimas partidas. Contra Cardoso (19), que ganhou e Gligoric (20), que foi empate. O grande roque foi contra Bent Larsen (7) e Fischer ganhou.

Nesse torneio, Fischer jogou sete vezes, das dez que jogou de brancas, a Abertura Rui Lopes, e em todas ele rocou até o quinto lance. Usou as variantes C67, C84, C92( 3 vezes), C97 e C99

* Elementar, meu caro Watson.


 Em nenhum dos 4 romances romances e 56 contos escritos pelo Sir Arthur Conan Doyle sobre o detetive Sherlock Holmes, existe essa frase, apesar de famosa! Ele diz, mas de forma separada: "elementary" e em outro momento " my dear  Watson", mas nunca os dois juntos. No entanto o não dito ficou como dito e permanece até hoje! E vocês sabiam que Sir Arthur era médico e espírita fervoroso?!

sábado, 20 de maio de 2017

Aprendendo com Dvoretsky - II

Por FERNANDO MELO

Antes de começar a análise do que aconteceu durante a partida Tal - Korchnoi, Camp. URSS 1958, vamos dar uma examinada no diagrama ao lado.

Vejam que a Dama branca está em f3. Na verdade a posição da partida coloca a Dama em f4 e o peão da coluna "h" está em h6. Este foi o lance 33 feito por Tal, ou seja 33.h6+ e não 33.Df3.
Agora vamos ao que nos fala Mark Dvoretsky.

"Tal levou a cabo uma combinação errada com o tema da promoção do peão: 33.h6+ Th6 34.Dh6+ Rh6 35.g7. Depois da inesperada 35. ...Dg3+! as brancas abandonam. Portanto, era necessário 33.Df3! forçando o empate com a ameaça 34,Db7+. A 33, ...Dd5 é possível tanto 34,Df4=, como 34.Dd5+". 

A biblioteca de Bobby Fischer!

Por FERNANDO MELO
Bobby na casa de Collins na década de 50.


"Bobby provavelmente leu mais do que "ler", mas sim mastigado e digerido - mais livros e revistas de xadrez do que qualquer outra pessoas. Não era tarefa. Foi um prazer e fez dele o jogador mais experiente da historia. Cinco a dez horas por dia de leitura e estudo foram a regra, não a exceção." - Jack Collins.

Bobby aprendeu a jogar em março 1949 ( 6 anos) e logo estava lendo seu primeiro livro de xadrez, possivelmente The Games of Chess de Siegbert Tarrasch. Este foi o início de um amor ao longo da vida de literatura de xadrez que foi para servi-lo bem.

A primeira fonte de Fischer para livros de xadrez foi a Biblioteca Pública de Brooklyn, cuja coleção ele rapidamente esgotou. Felizmente por esta altura ele tinha feito amizade com Jack Collins, o fundador do lendário Hawthorne Chess Club, que se tornaria a segunda casa de Bobby. Collins tinha uma extensa biblioteca e introduziu Bobby para grande jogadores do passado, incluindo Wilhelm Steinitz e Adolf Anderssen. Os dois passaram muitas horas passando por The International Chess Magazine de Steinitz e o trabalho de Herman von Gottschall sobre Adolf Anderssen. Sua influência sobre Bobby Fischer pode ser vista em seu hábito de transformar "a peça de museu" aberturas em armas perigosas com Steinitz 9.Ch3 nos Dois Cavalos um dos exemplos mais conhecidos. Esta linha, violando a bem conhecida máxima "um cavalo na borda é fraco"

Bobby começou a construir sua biblioteca no início de sua carreira e no final dos anos 1950 ele possuía perto de cem livros e várias centenas de revistas. Sua coleção continuou a crescer até que em 1968, tendo se mudar para Los Angeles, viu-se forçado a vender parte de sua biblioteca. Uma vez estabelecido em sua nova casa Fischer começou a adquirir mais livros de xadrez com seriedade. Ron Gross, que se tornara amigo de Fischer no Campeonato Americano de Xadrez Junior de 1955 e permaneceria perto dele por quase 30 anos, lembra-se de visitar seu apartamento em 1970 e encontrar montes de livros e revistas espalhados por toda parte, com apenas um caminho estreito que permite passagem pela sala de estar."

Fica assim portanto registrado um pouco dessa particularidade na vida de Bobby Fischer, esta sua paixão incontrolável pela literatura de xadrez.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Bobby desmonta a Najdorf!

Por FERNANDO MELO

Tem coisas que não faço mas que deveria fazer, mas insisto em não fazer. Uma delas é jogar a Defesa Siciliana.  No passado eu costumava jogar a Francesa e de tanto perder terminei desistindo. Depois veio a Pirc e ela foi ficando, ficando, e continua até hoje. Sei que Bobby Fischer gosta muito da Siciliana, tanto de negras  como de brancas. Uma de suas partidas mais famosas é quando ele enfrentou o criador da Variante Najdorf, isso mesmo , próprio Miguel Najdorf o embate histórico entre o criador e a criatura, 

Esse é um tema que os poetas gostam muito de se inspirar. Vejamos o que diz Cora Coralina: "Melhor do que a criatura, fez o criador a criação. A criatura é limitada. O tempo, o espaço. normas e costumes. Erros e acertos. A criação é ilimitada. Excede o tempo e o meio. Projeta-se no cosmos."

No xadrez, a verdade de Cora Coralina é contrariada na partida que vamos ver abaixo, jogada na Olimpíada de Varna 1962, entre  Bobby Fischer e Miguel Najdorf.

Fischer - Najdorf

Siciliana - Var. Najdorf


1.e4 c5 2.Cf3 d6 3.d4 cd 4.Cd4 Cf6 5.Cc3 a6 6.h3 b5 7.Cd5 Bb7 8.Cf6 gf 9.c4 bc 10.Bc4 Be4 11.0-0 d5 12.Te1 (Veja diagrama) e5 13.Da4+ Cd7 14.Te4 de 15.Cf5 Bc5 16.Cg7+ Re7 17.Cf5+ Re8 18.Be3 Be3 19.f3 Db6 20.Td1 Ta7 21.Td6 Dd8 22.Db3 Dc7 23.Bf7+ Rd8 24.Be6 e as negras abandonam. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Clube Miramar homenageia Najdorf

Por FERNANDO MELO

Miguel Najdorf o mais amado entre os jogadores

Será realizado na tarde do próximo dia 27 (sábado), a partir das 14 horas, no Clube de Xadrez Miramar, o Torneio Ativo Memorial Miguel Najdorf, com 15 minutos nocaute e em 6 rodadas. As inscrições estão abertas com o diretor MF Francisco Cavalcanti, sendo que sócios pagam 20 reais e não sócios 30 reais. O campeão receberá o Troféu Najdorf e o vice e terceiro lugar, medalhas.


Esse torneio terá uma particularidade. Na primeira rodada, todas as mesas estarão armadas com a variante Najdorf (1.e4 c5, 2.Cf3 d6 3.d4 cd 4.Cd4 Cf6 5.Cc3 a6), levando assim os participantes a jogarem essa defesa.

Bobby Fischer x Miguel Najdorf

Considerado o jogador mais amado do mundo, Najdorf é uma verdadeira lenda do xadrez. Polonês de nascimento e naturalizado argentino, é bem conhecido por ser o criador da Variante Najdorf, da Defesa Siciliana. Bobby Fischer costumava jogar essa linha e tem um momento histórico, na Olimpíada de Varna 1962, quando os dois se enfrentaram e jogaram a citada variante. 

De olho no peão!

Por FERNANDO MELO

Joguei ontem uma partida amistosa de 30 minutos com o mestre Genildo Gomes, treinando com ele para o torneio de Recife, em julho próximo, quando serão homenageados os saudosos Dr. Luiz Tavares e Eduardo Asfora, numa iniciativa feliz do MF Marco Asfora.

Para responder ao 1.e4, joguei a Pirc, mas com uma preocupação: como evitar aquele ataque branco na casa h6? Como era treino, evitei rocar na abertura, contrariando minha rotina. Genildo também não rocou e o meu plano de jogo foi focado no centro, sem evidentemente desprezar as duas alas. Percebi que Genildo focava sua atenção na ala da dama. De repente me ocorreu tentar ganhar o peão branco de e4, defendido pelo cavalo em c3. 

Parto do princípio de que devemos jogar com um plano, mesmo que seja débil, mas que seja um plano. Você joga com mais vontade, de forma mais prazerosa. O fato é que fiquei de olho no citado peão. E disse comigo mesmo: vou ganhar esse danado! E não é que ganhei!

Não vou mostrar a partida toda, apenas o suficiente para justificar tudo o que disse acima. Foi assim:

Genildo x Melo
Defesa Pirc

1.e4 d6 2.Cf3 Cf6 3.Cc3 g6 4.Be2 Bg7 5.d4 c6 6.Bf4 Ch5 7.Bg5 h6 8.Be3 Cf6 

Foi a partir daí que fiquei de olho no tal e4! Xadrez, até mesmo por também ser um jogo (defendo que seja mais arte), é preciso um pouco de sorte. Imagino que meu adversário não estava percebendo meu olhar faceiro para o dito cujo, ou se estava não deu muita importância, já que o tal peão estava bem defendido pelo cavalo de c3, o que é verdade. Eu tinha a tarefa hercúlea de desviar esse maldito cavalo, transformá-lo num fragilizado Rocinante, com perdão do meu amigo Don Quixote.

9.h3 b5 10.a3 Da5

Vejam que estou cercando o cavalo e, pelo menos na minha visão, estava indo muito bem até que o jogo ficou fixado na ala da dama, no que terminou ajudando no meu intento.

11.b4 Dc7 12.Dd2 a5 13.Ta2?

Respirei fundo, e disse comigo mesmo: obrigado Bobby Fischer. Tem sido assim, quando algo acontece de bom, agradeço ao mestre Fischer, sempre! Quando acontece de ruim, o que tem sido mais comum, reclamo dele e ele faz ouvido de mercador, quando muito me manda estudar mais. É assim que ele me trata!     
O último lance das brancas me dá a vitória. O resultado final da partida não interessa, o que interessa era ganhar o peão de e4! 

13. ...ab 14.ab Ta2 15.Ca2 , desviando o sofrido Rocinante e deixando o peão ao meu dispor. Claro que joguei 15. ... Ce4!
Marcamos outros encontros, antes de julho chegar.

domingo, 14 de maio de 2017

Remígio no reino do xadrez!

Joaquim Virgolino e Melchior Batista, Prefeito de Remígio:
A cidade terá Torneio de Xadrez!

Ali, pertinho de Esperança, terra de Joaquim Virgolino, está Remígio, cidade do brejo paraibano que acaba de anunciar um grande evento de xadrez, despontando assim como mais um centro de relevância na prática da modalidade em nosso Estado. A iniciativa tem no Prefeito Municipal, Melchior Batista, seu maior responsável. Ele esteve presente no Torneio de Esperança, como vemos nas fotos, e, demonstrando ser um entusiasta do nobre jogo, logo se mostrou disposto a também levar para sua cidade um evento de xadrez de mesma magnitude.
As tratativas avançaram e, segundo nos informou Joaquim, o Prefeito "bateu o martelo"! O I Torneio de Xadrez Cidade de Remígio vai acontecer no dia 06 de agosto, no ritmo de de 20' KO, em 6 rodadas, com prêmios de R$ 1.600,00, distribuídos segundo o folder abaixo. Em breve traremos mais informações sobre a forma e o valor de inscrição.

Portanto, vamos todos nos programar para participarmos e prestigiarmos esse novo centro do xadrez paraibano. Bem-vindo, Remígio, ao encantado mundo do reino de Caíssa!